Aconteceu, estreamos! E já faz uma semana. Hoje voltaremos à Praça da República mais tranqüilos, com a sensação do dever cumprido ou pelo menos parcialmente cumprido. A estréia foi muito bonita. Ganhamos matéria de capa nos cadernos de cultura dos principais jornais. A divulgação via internet e twitter foi intensa, tínhamos um grande público (anfiteatro lotado) e a lua estava lá, num quarto-crescente sorriso.
Muitos amigos na noite de estréia, não dá para citar todos. Mas preciso registrar presenças muito caras: Maria Sylvia Nunes, Maria Regina Maneschy e João de Jesus Paes Loureiro, o meu orientador. Legal também ver caras conhecidas dos ensaios, os nosso vizinhos, gente que está sempre na praça. Disse em uma entrevista (http://www.ecleteca.com.br/beta/) que espetáculo cômico tem um termômetro imediato: a risada do público. E esse termômetro funcionou bem na estréia e nos demais dias, que contaram com público cada vez maior.
Agora é um outro momento. O espetáculo vai se ajustar aos espaços. Sim, porque são vários espaços. O espaço da praça, o espaço interno dos atores, o espaço dos espectadores e os espaços que interligam estes dois, além dos futuros espaços outros. Agora o jogo se instaura, define e redefine suas regras, fazendo com que os jogadores se lancem na aventura de jogar com mais propriedade. Momento de apropriação, domínio... momento de adentrar o labirinto sem medo posto que a mão segura firme o invisível fio de Ariadne.
Um espetáculo nunca está pronto. Um espetáculo é sempre um novo espetáculo a cada apresentação. Como será hoje, depois de quatro dias de descanso, relaxamento? Depois dos comentários elogiosos? Difícil saber. Melhor deixar o frio correr na espinha sempre, como se fora cada noite uma noite de estréia.
Estou feliz.




