De volta.
Começo esta postagem observando que mudei o visual do blog por sugestão da amiga Karine Jansen: estava realmente muito carregado de imagem. Quem manda ser amador! É bonita a imagem, mas estava excessiva. Fiz, acatei a sugestão.
O ensaio de quinta-feira passada, o feriado dos professores, 15 de outubro, pós-ressacão do Círio - que maravilha, que coisa linda! -, o ensaio, como dizia, foi muito bom. A praça estava alegre e cheia de gente. Muitos passantes e trotoantes pararam para nos assistir. E o bem amado Aníbal Pacha, nosso figurinista maior, estava ali (imagina, queria desistir de nosotros? Nada disso, não deixei, kkkk). Trabalhamos o início do espetáculo, afinando a entrada e a cena dos bonecos (Aníbal deu uns toques precisos e eu queria mesmo que ele visse a cena esperando por isso).
Foi uma farra, um festival de erros. Achei o elenco aturdido com o público grande, além do habitual. Ficou, ao que me pareceu, descontrolado: medos, vaidades e tudo o mais. Normal, o olhar do outro é sempre nosso inferno (saravá, Sartre!). Os desencontros, óbvio, provocaram risos gerais. Um amigo, Frank, sugeriu que o espetáculo fosse sempre um ensaio, que os atores não decorassem mesmo o texto. Brincadeira, é claro, mas com uma certeza afirmada: o ensaio, com seus desencontros e seus achados, é divertido. E, como falei antes, para o público, que só vê o produto final, o espetáculo, isso é novidade, uma feliz descoberta. Senti que estávamos todos ali, íntimos demais.
Uma pergunta constante do públco: quando vai estrear o espetáculo?
Para completar, neste dia tinha uma equipe do Jornal O Diário do Pará fazendo uma matéria. Saiu ontem, segunda-feira, 19 do corrente, dia também de nossa apresentação d'A Morte do Patarrão no IAP pelo Sescírio. E estava muito boa! Obrigado, Marcinha. Obrigado repórter que não lembro o nome. E obrigado, Thiago, nosso ex-parceiro-palhaço que virou fotógrafo. A intenção da matéria era divulgar mesmo os ensaios, chamar o público para participar. Faço então uma ressalva apenas: deveria ter uma foto do ensaio mesmo e que mostrasse o anfiteatro e o público ali assistindo. Só isso. No mais, muito boa!
Estavam lá neste ensaio também alguns integrantes do Circo Teatro Imaginário, de Igarapé-açú. Meninos muito bacaninhas. Vinícius e sua troupe, logo mais seremos parceiros, vamos fazer um intercãmbio. Aguardem. Obrigado pela presença nos dias que estiveram em Belém.
Bom, o melhor deste dia foi a definição, pelo Aníbal do figurino e do cenário. Muito ocupado, ele não teve tempo de adiantar muita coisa, mas passou o ensaio rabiscando e ao final tinha tudo praticamente pronto e muitas idéias nascidas do estar ali a olhar os atores com suas roupas e seus gestos. Selecionou tonalidades e padronagens presentes nas roupas que alguns palhaços usavam. Percebi, naquele momento, o quanto foi bom termos a ideía de ensaiar com roupas que tínhamos em casa, improvisadas, velhas, largas. As coisas, cores e formas vão aparecendo ali e estimulando a criatividade.
E assim, vamos todos juntos, costurando ponto a ponto nossos devaneios, ideias, criações. A linha e o linho da paixão nas mãos.
Hoje Aníbal me enviou via e-mail seus desenhos, já acabados. Fiquei maravilhado, estão lindos! Ele acertou de novo. Como não acertaria? Agora é só confeccionar e usar nos ensaios, para que fiquem no ponto na estréia.
Os desenhos do Aníbal ilustram a postagem de hoje.






Dila
Seg 18 Jan 2010 15:23