Anjos do PIcadeiro  escrito em terça 23 novembro 2010 09:13

Blog de unha-de-fome :UNHA-DE-FOME, Anjos do PIcadeiro

É com muita satisfação que comunico minha participação no

encontro internacional de palhaços Anjos do Picadeiro, que

será realizado no Rio de Janeiro, de 06 a 12 de dezembro.

Participarei do Seminário de Comicidade realizando uma

comunicação institulada: Palhaços Trovadores, uma história

cheia de graça, em que falarei da história e da poética

desenvolvida pelo grupo ao lango de seus 12 anos. Sempre

quis participar deste evento, mas nunca pude devido

compromissos profissionais.

Finalmente estarei lá!

Na volta me dedicarei exclusivamente à minha tese, Criação

Pública, para a qual estou preparendo um blog homônimo.

Aguardem!

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BLOGTESE  escrito em domingo 18 julho 2010 03:04

Blog de unha-de-fome :UNHA-DE-FOME, BLOGTESE

    

Uma ideia é um ponto de partida e nada mais. Logo que se começa a elaborá-la, é transformada pelo pensamento. (Pablo Picasso)

Estou a um bom tempo afastado do Unha-de-fome. Este blog tinha por finalidade descrever o processo de criação do espetáculo que acabou se chamando “O Mão de Vaca”, adaptação da peça “O Avarento”, de Molière, pelos Palhaços Trovadores, objeto de minha tese de doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia PPGAC-UFBA), em conjunto com a Universidade Federal do Pará. A tese aponta para a constituição de uma poética pelo grupo Palhaços Trovadores, ao longo de seus 11 anos de atividades, e que essa poética é também percebida pelo público que acompanha o grupo. Para isso, foram realizados ensaios abertos, com a participação do público no processo de criação, e também criados mecanismos de contato pela internet, através da comunidade que o grupo mantém no Orkut, e este blog (alguns integrantes do processo também criaram seus blogs).

Acredito que, terminado o processo de criação do espetáculo, o blog cumpriu sua função – mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por um marinheiro de primeira viagem.

Agora vem a tese, e este material aqui postado vai servir de base para sua escritura. Mais que isso: a partir dele e de todo o processo que ele foi descrevendo; da proposta do projeto de compartilhar o processo, dividir colaborativamente entre artistas criadores e público, presente e virtual, toda esta criação do grupo Palhaços Trovadores, tendo-me como diretor; da certeza, sobretudo agora, de que a criação, sobretudo no campo do teatro, não se dá solitariamente, mas entre parceiros; pensei agora, para a escritura deste trabalho acadêmico, também em abrir minha criação, compartilhá-la com quantos queiram. E o melhor caminho para isso,acredito, é o mundo virtual, a internet. Daí surgiu a idéia da blogtese, suporte que vai receber meu pensamento sobre  o que projetei como trabalho de conclusão deste programa de doutorado que faço parte. Compartilhar este pensamento e, quiçá, amealhar a colaboração de outros pensamentos, outros pensadores.

Com quantas cabeças – e cabeçadas – pode-se fazer uma tese? Vejamos.

O blog unha-de-fome encerra agora sua atividade, linkando-se a um novo – e servindo de suporte a ele, claro. Utilizando o nome do projeto apresentado ao programa de doutorado, o novo blog, a blogtese, se chamará “Criação Pública”. Aguardem e, por favor, participem!

Obrigado.

 

Marton Maués

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DEPOIMENTOS  escrito em quinta 13 maio 2010 01:32

Blog de unha-de-fome :UNHA-DE-FOME, DEPOIMENTOS

RESOLVI POSTAR AQUI ALGUNS DEPOIMENTOS E COMENTÁRIOS QUE COLETEI NA INTERNET, SOBRE OS PALHAÇOS TRAVADORES E SOBRE NOSSO ÚLTIMO ESPETÁCULO, “O MÃO DE VACA”, OBJETO DE MEU DOUTORADO. AO FINAL, LISTEI ALGUNS SITES, BLOGS E FOTOLOGS QUE DIVULGARAM O TRABALHO.

PENSO QUE PODEM SER CANAIS DE PESQUISA PARA OUTROS INTERESSADOS NO TRABALHO DO GRUPO.

BOM PROVEITO!

 

DO ORKUT

 

Bira Marques

Contribuição cultural e emocional???

Vcs sabiam q além dos palhaços trovadores contribuírem p nossa cultura local e regional, contribuem tbm p o crescimento, amadurecimento e reflexão dos sentimentos do nosso cotidiano. Vcs sabiam q eles ajudaram a minha mãe amenizar uma síndrome do pânico. Pois é...O riso é a melhor e mais eficaz terapia...Alem de amenizar possíveis sintomas de depressão. E vc, qual a contribuição que esses palhaços maravilhosos têm em sua vida??? Hj eu posso dizer que Belém do Pará sem palhaços trovadores, não é a mesma coisa... Aki declaro o meu amor por esses q distribuem o amor em forma de risos e transformam tudo em volta com a linguagem simples do sorriso.

 

Mayara**

!!!Palhaços Vencedores!!!

Parabéns pela vitória linda junto a escola Bole-Bole...merecidamente!!!...o clown como sempre encantador...e na avenida do samba não poderia ser diferente...a bela arte de fazer sorrir...***Palhaços Trovadores***...muito obrigada por vocês existirem...por preencherem a nossa história e a nossa cultura com alegria...e tornar a nossa vida sofrida muito mais colorida!!!Sou fãzona de vocês!!! Eternamente!!! Um abraço!!!

 

 

Bira Marques

O desfile mais emocionante da História do carnaval

Estava com minha mãe no leito do Hospital, ela com câncer no esôfago em fase terminal, ela era muito fã dos trovadores assim como eu. Vimos pela tv cultura os detalhes do desfile. Ela emocionou-se com tanta beleza e quando viu o carro q eles estavam. Parece q passou um filme na cabeça de minha mãe... Ficou feliz quando eu disse q o Bole-Bole havia ganhado o desfile,mas no dia 20 (sabado passado) ela n resistiu e partiu sorrindo p fazer trovadolices q tanto admirava lá com os anjos de Deus...Obrigado palhaços trovadores por vcs diminuirem um pouco de nosso sofrimento, obrigado por vcs alegrarem crianças, jovens e idosos e levarem tbm a mensagem q o amor e o sorriso caminham sempre junto.Muito sucesso p vcs!

Suelen

Palhaços Trovadores na Avenida!!!

Quero deixar registrado minha enorme satisfação em vê-los sendo homenageados na avenida!!!foi uma grande emoção!!!acompanhei pela TV Cultura,pois infelizmente estava em Bragança,mas foi como se estivesse com vcs lá na avenida!!!!!foi muito show,estava tudo lindo e maravilhosooooo!!!!!!PARABÉNS pelo desfile e que possamos comemorar a vitória de vcs e da Escola Bole-Bole!!!!!PALHAÇOS TROVADORES,adorooooo vcs!!!!beijão da Su!!!!!

 

Ricardo

PARABÉNS !!

A Homenagem do bole bole pra vcs foi justa e merecida.
Que bom que vcs participaram dessa vitória.

 

Paulo Lessa

Os Palhaços Trovadors

Com uma palavra, como vc definiria os Palhaços Trovadores?

 

Carolina

Não conseguir definir em uma só palavra, mas tento em algumas.
Pôr-do-sol aos domingos na Estação das Docas. Tem coisa melhor?

 

** Anjo

Pura alegria, quer mais?

 

 

Taiana Silva

F.E.L.I.C.I.D.A.D.E
amOOoOoOo demais ir a seus espetáculos magníficos

 

*Elinete

PURA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO!!

 

Camila

Alegria

 

Sobre o espetáculo “O Mão e Vaca”

 

Nery:

11:10  | spam

Acompanhei alguns ensaios do novo trabalho dos Trovadores e minha expectativa foi superada, ontem, de bom para excelente o espetáculo o Avarento. Elenco afinado, história interessante e irreverente, público receptivo e a boa notícia do novo espaço de vocês. Sou mais um que torce e parabeniza por essa grande conquista porque sei o quanto é difícil se fazer cultura nesse pólo cultural que é o Norte do Brasil. Mas... avante! Todo sucesso do mundo para vocês. Recomendei a outras pessoas o espetáculo, quanto a Cia de Palhaços Trovadores, essa, dispensa comentários. Parabéns mais uma vez!

 

Rodrigo

Notal Mil!!!

Queridos Palhaços Trovadores,
O novo espetáculo está ótimo, fui ontem e adorei, sabia que ía ser demais como todos os trabalhos de vocês. Parabéns por mais um maravilhoso espetáculo!!!!!!!!!!
Marton, queria pedir que você divulgasse aqui a agenda do dia 14 lá na estação para podermos divulgar na página de recado dos amigos.

A Casa do Palhaço é um sonho de vocês e todos os fãs desse trabalho nota mil que vocês realizam, gostaria de poder ajudar na divulgação!!!!!!
Um forte abraço!!!

 

♫♫*♥* ®ô *♥*♫♫

Amei o espetáculo... vcs são pai d'éguas mesmo, e domingo estarei na estação...

Bjusssssss

 

Rosilene

Muito bom Marton... Parabéns!
Bjs
Ró, Ronaldo e Ronaldinho

 

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Depoimentos em sites pessoais:

Hudson Andrade, in http://curiadarte.blogspot.com/

O clown é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo, ele é um tipo pessoal e único... O clown não representa, ele é – o que faz lembrar os bobos e bufões da Idade Média. Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos (como no clods), portanto ‘estúpidos’, do nosso próprio ser (Burnier, 2001, p. 209).



“Façam versos pr’um palhaço que na vida já foi tudo: foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo...”* e nessa multiplicidade os Palhaços Trovadores fizeram nesses 11 anos de experiência um público cativo, fiel e entusiasmado, apresentando seus espetáculos nos teatros, ruas, escolas, praças e até bares; participaram ainda do Festival de Ópera nas apresentações de de Il Pagliacci e foram nesse 2010 homenageados pela Escola de Samba Bole-bole, do Guamá, cujo enredo foi o campeão do carnaval em Belém. E finalmente depois de 11 anos conseguiram uma sede onde trabalhar e agora pelejam para restaurar o prédio cedido pela Santa Casa de Misericórdia.
Um grupo grande, de aparente pouca rotatividade, coeso, que introduziu na cidade a linguagem dos clowns enquanto teatro – entenda-se, fora do circo. Seus espetáculos costumam ter um tema central desenvolvido em pequenos quadros, exceto suas duas últimas produções, adaptações da obra de Molière (Jean-Baptiste Poquelin, Paris, 15 de janeiro de 1622 – 17 de fevereiro de 1673). de O Doente Imaginário nasceu O Hipocondríaco e de O Avarento, o então em cartaz O Mão de Vaca. Esses dois trabalhos fogem a regra por terem um roteiro mais fixo e linear; os atores representam dois personagens: o seu próprio clown que por sua vez representa o personagem da peça. A estrutura cênica de ambos é igual: toda a trupe em cena, ao fundo, de onde se deslocam para suas ações e onde acontecem (pequenas) interferências. Marcelo Villela e seu clown, Bubutchelho, são os protagonistas desses trabalhos, o cenário é simples e pontual; há música ao vivo, os figurinos são de Aníbal Pacha. As semelhanças acabam aí. Apesar de parecidos em estrutura e encenação, O Mão de Vaca é muito mais ralentado, menos emocional e divertido que seu duplo. Há pequenas variações de elenco nos dois e eles têm, pelas suas próprias características, improvisos e cacos que tanto podem render ótimas sacadas, ou por a perder uma cena. Essa falta de ritmo faz com que os cerca de 90 minutos de encenação pareçam muito mais, causando mesmo um desconforto na platéia. Afirmo isso por ter assistido O Mão de Vaca duas vezes e constatado o que, à primeira vista, poderia ser só um dia ruim. Nesta segunda vez foi pior, mas sejamos francos que parte do problema está em que por ser um espetáculo “de palhaços” acredita-se que seja um espetáculo infantil. Não demorou para que a molecada dormisse, ou pior, ficasse indócil. Outra questão é que essa apresentação no Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas, criou um distanciamento nada interessante. O espetáculo pede o público ali do ladinho, interagindo, cúmplice.
É muito bom ver o crescimento de alguns atores – projeção de voz, articulação, jogo –, assim como a necessidade de amadurecimento de outros; a segurança dos mais antigos garantindo que o espetáculo siga seu curso (seja lá de que jeito for). Teatro de grupo, não vou citar nomes nem elogiar, ou admoestar individualmente. Parabenizo todos e peço cuidado a todos. não se sintam satisfeitos nem confortáveis com os resultados obtidos, ou o aplauso efusivo dos fãs de carteirinha. Pode ser mais. Sempre dá.
(*) O Circo. Quarteto em Cy

13 de março de 2010.
9h23

 

Fernando Gurjão Sampaio

in http://domistecofernandel.blogspot.com/2010/03/estreia.html

quinta-feira, 4 de março de 2010

Na quinta-feira passada, dia 25 de fevereiro, foi a primeira apresentação do espetáculo “O Mão de Vaca”, dos Palhaços Trovadores, texto baseado em “O Avarento” de Moliere.

Noticiei isso aqui no blog com a publicação do release que me foi enviado pelo Marton Maués, diretor do Grupo, convidando todos os leitores para assistir. O grupo se manteve fiel à proposta de levar o teatro à praça, ao povo, tanto que optou por realizar o primeiro espetáculo no mesmo lugar onde ocorreu grande parte dos ensaios, o anfiteatro da Praça da República.

Apesar de já ter presenciado ensaios com um público considerável, nada se comparou à quantidade de pessoas que estavam no local nesta primeira apresentação. Com a casa lotada, foi difícil arranjar local para sentar, gente que se pendurava por todos os cantos possíveis. Nos demais dias não pude ir, compromisso com os filhos, obrigações de pai. Mas me contou o Marton que o público só fez crescer, gente que vinha rir com as palhaçadas maravilhosas tiradas de um texto difícil. No último dia, ainda me contando ele, “saia gente pelo ladrão” – notícia maravilhosa para quem gosta e torce pelo teatro feito aqui, sem recurso e sem propaganda.

Parabéns aos Palhaços Trovadores e a todos que participaram.

Parabéns ao público, que percebeu algo novo e soube dar valor.

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ENVIADO POR E-MAIL

 

Pela primeira vez, tive o prazer de assistir a montagem de um espetáculo dos Palhaços Trovadores, o “Mão de Vaca”, desde o início do processo.

Lembro que o primeiro ensaio que vi, o grupo apenas improvisava, ainda não tinha o texto e acho que ainda não tinha sido definido quem iria fazer quem.

Neste primeiro ensaio, vi o grupo meio dividido, meio mal-humorado, meio sem vontade e, confesso que vê-los assim, tão seres humanos, deixou-me um pouco decepcionada, pois estava acostumada a vê-los “prontos”. No entanto, assim que o improviso começou, apesar de tudo estar muito começando e apesar de ser um fragmento de uma cena (eu acho), assim que eles se reuniram, reconheci a “cara” dos Trovadores e suas irreverências.

Fiquei um tempinho sem aparecer e, quando fui para mais um ensaio, o texto já estava mais ou menos enxuto e mais ou menos adaptado e os atores já estavam com os seus papéis. Aí foi interessante porque pude perceber que para uns, a personagem veio, desceu mais rapidamente, do que para outros. Vi o esforço e o sofrimento de alguns e a facilidade de outros. No princípio achei que os que tinham mais dificuldade em achar sua personagem talvez estivessem insatisfeitos com seus papéis, mas depois entendi que o processo é assim mesmo e que cada um é cada um e que o sofrimento faz parte do processo. Mas, mesmo os que haviam encontrado sua personagem, ainda não tinha visto a incorporação total, como se fossem uma só pessoa. 

Aí havia uma história dos bancos, das cenas marcadas com as posições de senta e levanta e troca de banco. Achei que isso não fosse dar muito certo, não pela idéia que achei, de cara, maravilhosa, mas pela coordenação motora de decorar texto, representar e decorar lugar de troca de banco. Era muito engraçado vê-los super atrapalhados entre os textos e os bancos.

Aí então os ensaios passaram a ser na praça e abertos ao público e quem quisesse, podia ir à praça assistir. Isso foi muito interessante, pois todos podiam opinar e sugerir, ao final de cada ensaio. Não tenho certeza, mas acho que isso deu uma forçada para que o grupo se esforçasse mais para encontrar sua personagem e decorar o texto pois, assim como eu, a platéia ficava meio decepcionada quando víamos alguém com o papel nas mãos.

Mas a experiência, para mim e penso que pra todos que foram platéia nos ensaios, foi encantadora, tanto pela oportunidade de ver algo nascendo e crescendo, como pela oportunidade de poder falar sobre, ao final. Acho que isso nos envolveu de alguma forma que, muito mais do que platéia apenas, passamos a torcer muito pelo espetáculo, tanto que nunca havia me empenhado tanto em convidar pessoas para assistir a montagem.

Muito bacana também foi ver um ensaio com o figurino, maquiagem e cenário. Fiquei emocionada quando os vi arrumados e fiquei impressionada de como o “negócio” estava funcionando. Foi um ensaio com cara de pré estréia (pra mim, pelo menos), pois tinha iluminação e muitas fotos. Neste dia, já não tinha mais condições de ver “defeitos” e, o que pra mim foi maravilhoso, para o grupo ainda houve erros, esquecimentos, reclamações, etc. Fiquei chocada com a reunião de final de ensaio. Achei-os tão duros com eles mesmos, ao mesmo tempo que, quando citavam um erro, eu reconhecia que tinha ocorrido realmente, eu é que não havia percebido, ou talvez não quisesse ter visto. Coisas de fã, talvez, ou de quem não entende nada de teatro.

No entanto, o mais interessante, pra mim, ainda estava por vir. Fui assistir na estréia e gostei muito e vi que o grupo cresceu muito depois do “ensaio com cara de pré estréia”, e o que eu havia achado bom, realmente pode ficar melhor.

E assim foi acontecendo, a cada espetáculo (fui várias vezes) o grupo estava cada vez melhor e melhor. Mesmo quando, em uma das apresentações aconteceu o que eles chamam de “ressaca” (o dia de mais erros), mesmo assim, com os erros acontecendo, os Palhaços haviam amadurecido e, neste dia, vi que os erros eram vistos com mais condescendência e nem deram tanta importância ao fato, apesar de terem sido apontados e aceitos como erro mesmo. Finalmente vi e reconheci os Palhaços Trovadores leves, soltos, confiantes e, principalmente, companheiros e, o dia deles de “ressaca”, foi o melhor dia pra mim, não o melhor dia de montagem, mas o melhor dia para reconhecê-los e percebê-los, como quando os vi pela primeira vez há alguns anos.

Portanto, mesmo que agora consiga separar um pouco e perceber algumas coisas, o resultado final foi muito, muito bom. A linguagem da irreverência, da graça, da brincadeira, do talento e do compromisso do grupo com o próprio grupo, apareceu cada vez mais. O trabalho de corpo é bem bacana e parece que eles não se esforçam nada para cair, subir, pular, sambar, correr. A maneira como eles interagem com a platéia, uma cara congelada meio de paisagem entre uma fala e outra, é a cara dos Trovadores e é muito engraçada. Muito bacana também e que é a linguagem dos Palhaços Trovadores, é o improviso. Improvisar é uma arte a parte nas mãos do grupo. Eles conseguem transformar o que poderia ser um desastre, em uma coisa engraçadíssima, sem perder o sentido da cena e, principalmente, sem perder o bom humor. O que é um improviso, parece ter sido um combinado e isso é uma das coisas que mais gosto e que mais me chama atenção. Quem assiste uma só vez, fica na maior dúvida!

Aos poucos vi o grupo voltando a ter aquela cara conhecida, finalmente os vi bem e de bem, finalmente vi companheirismo, leveza, brincadeira, finalmente os vi a vontade e com vontade. Foi muito bom vê-los e reconhecê-los ao final do processo. Adorei a montagem e, mesmo vendo tantas vezes, morri de rir todas as vezes, como se o grupo se renovasse no texto de sempre.

O que me encanta nos Trovadores é que eles tem a arte de fazer rir e de emocionar.

Parabéns!

Ps1: As personagens desceram e aconteceram.

Ps2: A história da troca dos bancos, do senta e levanta, de falar o texto e ainda representar, de fazer cara congelada, de paisagem e, mais ainda, ser engraçado..., super funcionou e talvez seja minha cena favorita.

Beijo,

Salette

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ALGUNS SITES, BLOGS E FOTOLOGS QUE DIVULGARAM O ESPETÁCULO “O MÃO DE VACA”

 

http://holofotevirtual.blogspot.com/2010/03/os-palhacos-trovadores-apresentam-o-mao.html

http://www.diariodopara.com.br/N-80537.html

http://redeteatrodafloresta.ning.com/video/estreia-de-o-mao-de-1

http://domistecofernandel.blogspot.com/2010/02/o-mao-de-vaca.html

http://entretenimento.centralblogs.com.br/post.php?href=e+gu+a+o+mao+de+vaca+e+sensacional&KEYWORD=18054&POST=3224929

http://blogdojadao.blogspot.com/2010/03/egua-o-mao-de-vaca-e-sensacional.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDoJado+%28Blog+do+Jad%C3%A3o%29

http://arte-bhagavan.blogspot.com/2010/02/palhacos-trovadores-o-mao-de-vaca.html

http://www.portalcultura.com.br/index.php?site=2&pag=conteudo&mtxt=15726&cabeca=Palhaços Trovadores se apresentam na Estação neste domingo (14)

http://www.estacaodasdocas.com.br/?p=797

http://www.fotolog.com.br/evil_poderosa/56336936

http://www.ecleteca.com.br/beta/leragenda.php?idagenda=517

http://www.ecleteca.com.br/beta/lernoticia.php?idnoticia=213

http://www.flickr.com/photos/wmello/4099744750/

http://direitospratodos.blogspot.com/2010/02/estreia-do-espetaculo-mao-de-vaca-dos.html

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=461405

http://www.diariodopara.com.br/N-81260.html

http://www.fundacaonazare.com.br/voz/ler.php?id=2517&edicao=77

http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=829&codigo=458385

http://teatroderua.ning.com/photo

http://www.pa.gov.br/noticia_interna.asp?id_ver=59846&id_mc=13

http://blogdojadao.blogspot.com/2010/02/agenda-cultural-os-palhacos-trovadores.html

http://pesquisaemteatro.wordpress.com/tag/escola-de-teatro-e-danca-da-ufpa/

http://www.fotolog.com.br/robertapassinho/41416164

http://blogdodiarinho.blogspot.com/2010/02/palhacos-trovadores-estreiam-espetaculo.html

http://mulheresemmarcha.blogspot.com/2010/02/palhacos-trovadores-na-republica.html

http://curiadarte.blogspot.com/2010/04/o-mao-de-vaca.html

 

 


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SEC FESTCLOWN BRASÍLIA  escrito em sexta 16 abril 2010 13:48

Blog de unha-de-fome :UNHA-DE-FOME, SEC FESTCLOWN BRASÍLIA

 

Após a estreia de nosso espetáculo “O Mão de Vaca”, que por sinal teve uma excelente acolhida do público e sobre o qual escreverei em breve, me afastei um pouco do blog em função dos preparativos de minha viagem para a cidade de Salvador-BA, a fim de dar continuidade ao doutorado que curso na universidade federal daquele estado. Depois de instalado em Salvador e de resolvido algumas questões, vim para a capital federal, Brasília, de onde escrevo já arrumando as malas para voltar às capital baiana, para assistir ao Sesc Festclown, um dos poucos festivais de palhaços do Brasil.

O Festclown é uma realização do Sesc-DF, que conta com apoio da Funarte e do Consulado da França. Acontece no Teatro Plínio Marcos e sala Cássia Eller (que este ano foi interditada), da Funarte, e nas unidades do Sesc. Vim algumas vezes para este festival e gostei muito, por ser centrado na figura do palhaço, por apresentar uma diversidade de linguagens e bons artistas, por ter, além dos espetáculos, espaços livres para apresentação de números de artistas locais e convidados, o chamado Clownbaré, que se realiza em uma lona montada na área ao lado do teatro.

No festival, pude ver grandes artistas da arte da palhaçaria, do Brasil e de outros países, como o paraibano Xuxu, os argentinos Chacovachi e Tomate, o italiano Léris Colombaioni (filho de Nani Colombaioni), o carioca Marcio Libar. Vi também os mímicos hilários da Centro Teatral e Etc e tal, do Rio de Janeiro, a maravilhosa palhaça Lili Cúrcio, argentina residente em Campinas, e artistas de Brasília como o excelente grupo Udi Grudi, o palhaço Totóia, a palhaça Geléia e muitos outros.

Este ano, o festival sofreu adiamento, foi realizado em plena Semana Santa (1º a 4 de abril), chovia em Brasília e a programação não foi das melhores. Isso acontece, é muito difícil manter um evento com a mesma qualidade no Brasil, principalmente desta ordem. Mas gostaria de destacar aqui que o festclown teve, para mim, seus destaques.

Aponto como um dos principais destaques, deste ano, a participação da palhaça suíça Gardi Hutter, com duas apresentações de seu espetáculo “O Ponto”. Gardi esteve em Belém ano passado apresentando “Joanna d’Arppo”, no teatro Margarida Schivasappa, com muito sucesso, numa parceria entre o Lume e os Palhaços Trovadores, com apoio do Sistema Integrado de Teatro (SIT) e do Instituto de Artes do Pará (IAP). Gardi Hutter é sensacional e com este trabalho mostrou mais uma vez seu grande talento e o domínio perfeito da arte da palhaçaria. Fui às duas sessões.

Outro grande destaque foi o palhaço argentino Chacovachi, mestre da rua, encantador de gente, palhaço filósofo, crítico, doce e ácido, sedutor parlapatão, habilidoso e surpreendente condutor de seus números e espetáculo. Um palhaço que nos faz pensar em nosso estar no mundo, em nossa condição de cidadão e artista. Provoca um riso detonador de mil explosões do corpo e do pensamento. Conduz a platéia como um maestro, através de uma sinfonia de risos, que sempre termina em reflexão.

Do Etc e Tal não assisti os espetáculos, já apresentados em outras edições do festival e também em Belém pelo Palco Giratório, mas destaco a participação na Noite de Gala, que teve organização de Nani Colombaioni, que infelizmente não se apresentou de fato. Márcio Moura foi o apresentador muito engraçado da noite, um tanto morna, que contou com um número de mímica muito bom de Álvaro Assadi, apresentando um halterofilista hilário e conquistando a todos.

O festival contou ainda como destaque com a estréia do espetáculo “Spaghetti”, de Lili Cúrcio e Abel Saavedra, do grupo Seres da Luz, de Campinas, com direção de Léris Colombaioni. O espetáculo é um recriação de um número do grande mestre Nani Colombaioni, pai de Léris, e apresenta um garçom bêbado às voltas com a arrumação do pequeno restaurante e com a tarefa de servir um Spaghetti a um cliente. A estréia foi nervosa, aconteceram alguns pequenos problemas técnicos e teve um recepção fria do público. No meu ponto de vista, resolvidos alguns pequenos problemas, resultará em um grande espetáculo, principalmente pelo grande talento de Lili Cúrcio, uma das palhaças mais maravilhosas que já vi. E sempre me regalo em ver.

Fechando o festival, o palhaço mímico francês Julien Cottereau, com o espetáculo “Imagine-toi”, em que apresenta um menino a brincar com um mundo onde tudo é construído por ele através de gestos e sons. Julien é maravilhoso, tem um domínio fantástico de sua técnica e um carisma estupendo. Transforma-se no palco, vira um garotinho, maroto e arteiro, e conduz o público em sua viagem, hipnotizando a todos com sua arte, do início ao fim. É um encantador de gente, também. Julien pode ser visto no espetáculo “Saltimbanco” do Cirque Du Soleil.

Deixei de ver algumas apresentações. Perdi, por exemplo, a apresentação do novo espetáculo do Udi Grudi, “A devolução Industrial”, pois cheguei em Brasília depois da apresentação do grupo, na manhã do primeiro dia do festival. Também não pude ver outros grupos locais e um grupo mexicano, do qual ouvi comentários negativos.

Um festival é sempre uma pequena mostra, com altos e baixos. Mas importante por proporcionar encontros, trocas, diversidade. Gostei muito de ter vindo mais uma vez para o Sesc Festclown, poder ver estes palhaços todos. E espero que o festival continue e que não deixe a peteca cair.

Pra cima com a viga, palhaçada!

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PALHAÇOS  escrito em sexta 12 março 2010 14:52

 

Tem palhaço de nariz vermelho e palhaço sem nariz. Pintado e de cara limpa. Desarrumado e mauricinho. Tem palhaço alegre e palhaço triste. Engraçado e desengonçado, sem graça e empertigado. Tem palhaço de festa, de palco e de picadeiro. Tem palhaço de rua, tem palhaço que vive no mundo da lua. Tem palhaço anjo, palhaço demônio. Têm uns lindos, outros medonhos. Tem palhaço que fala, tem palhaço que cala. Aqueles que emocionam – os líricos! -, e aqueles enfadonhos. Tem palhaço que encanta e palhaço que espanta. Tem palhaço que canta e toca vários instrumentos. Dança, rebola, faz mil cabriolas. Tem palhaço que nada faz e nos mata de tanto rir. Tem palhaço aqui, tem palhaço ali. Tem palhaço no escritório, no canteiro de obras e no hospital. Uns dão aulas, outros se dão muito mal. Tem palhaço que come o pão que o diabo amassou, tem palhaço em gabinete até de senador. Tem palhaço velho, palhaço novo... palhaço que nem bem saiu do ovo. Palhaço homem, palhaço mulher... palhaço que faz o que bem quer. Palhaço que grita, palhaço que irrita; quele que faz charme, aquele que faz fita. Tem acrobata, pateta, tem até psicopata. Uns sozinhos, outros em bando, alguns em passeata. No carnaval, no canavial, na aldeia, no morro, no lixão. Uns que vão de limusine, outros de caminhão. Tem palhaço no pólo norte e palhaço no pólo sul. Tem  quem faz funambulismo na linha do equador. Tem palhaço que dá ódio, palhaço que é um amor. Tem palhaço que está fora, palhaço no interior. Tem aqueles que a gente vê e logo-logo esquece. Aqueles que morreram, mas não desaparecem.

Eita, mundão cheio de palhaço!

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